"São como cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?"
Poema gentilmente oferecido pelo José Luis, para integrar este arquivo.
(Só vi agora, desculpe. Raramente vou à caixa do correio...)
Obrigada!
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
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